SINDSEPEM/VAL MARCA PRESENÇA NO DESFILE DOS 31 ANOS E COBRA RESPEITO AOS SERVIDORES

Em meio à comemoração pelo aniversário de Valparaíso de Goiás, sindicato levou faixas e cartazes às ruas para denunciar perdas salariais, ataques às carreiras, falta de transparência e ausência de valorização do funcionalismo municipal.

O desfile cívico-militar em comemoração aos 31 anos de emancipação política de Valparaíso de Goiás, realizado no sábado, 13 de junho de 2026, também foi marcado pela presença organizada dos servidores municipais. O SINDSEPEM/VAL participou da atividade com faixas, cartazes e camisetas de protesto contra medidas do atual governo que atingem direitos, salários, carreiras do funcionalismo e o agressivo ataque a nossa previdência -Ipasval.

Enquanto a cidade celebrava sua história, os trabalhadores levaram ao público uma mensagem direta, não há futuro para Valparaíso sem valorização de quem mantém os serviços públicos funcionando todos os dias.

Nas faixas exibidas ao longo do trajeto e nas proximidades da Câmara Municipal, o sindicato cobrou respeito aos servidores, convocação e posse dos concursados, correta gestão financeira do FUNDEB, transparência no IPASVAL e valorização salarial. Entre as mensagens estavam frases como “Destruir carreiras não é boa gestão. É calote”, “Retirar direitos é atacar quem sustenta os serviços públicos” e “Cidade do futuro com salário do passado. Respeite o servidor”.

A CIDADE CELEBRA, MAS O SERVIDOR COBRA RESPOSTAS

Valparaíso de Goiás completa 31 anos de emancipação política em 15 de junho. A própria Prefeitura apresentou a data como momento de celebração da trajetória da cidade e dos pioneiros que ajudaram a construir o município.

Para o SINDSEPEM/VAL, porém, a comemoração também precisa abrir espaço para uma pergunta essencial: como falar em desenvolvimento sem garantir salário digno, carreira estruturada e condições de trabalho para os servidores?

A manifestação no desfile reforçou essa contradição. De um lado, a programação oficial destacou orgulho e pertencimento. De outro, os servidores lembraram que saúde, educação, assistência social, limpeza urbana, administração, fiscalização, trânsito e demais serviços dependem do trabalho diário do funcionalismo municipal.

CARREIRAS, SALÁRIOS E DIREITOS NO CENTRO DO PROTESTO

A pauta levada às ruas tem relação direta com denúncias feitas pelo sindicato desde 2025. Em manifesto protocolado contra os Projetos de Lei nº 68 e nº 69, o SINDSEPEM/VAL apontou uma série de retrocessos, como mudanças nas regras de progressão, redução do vencimento básico por meio da criação de VPNIs, alterações em direitos funcionais, extinção de funções essenciais e forte ataque à organização sindical. Para a entidade, as propostas representam um processo de desmonte das carreiras públicas municipais e atingem diretamente quem sustenta os serviços prestados à população.

O sindicato também afirma que a Lei 138/2025 trouxe impactos sobre remuneração, progressões e estrutura das carreiras. Em abril de 2026, uma live promovida pela entidade, clique aqui,  tratou dos efeitos da norma nos contracheques e alertou para riscos de aprofundamento das perdas salariais e de enfraquecimento do desenvolvimento funcional dos servidores.

As imagens do desfile mostram que o protesto não foi improvisado. A comunicação visual do ato teve unidade, organização e foco político. As faixas ocuparam pontos estratégicos, dialogaram com a população presente e transformaram a celebração pública em espaço de cobrança democrática.

FUNDEB, IPASVAL TAMBÉM FORAM PAUTA

Além da defesa das carreiras, o SINDSEPEM/VAL levou ao desfile temas que afetam diretamente a qualidade dos serviços públicos. Uma das faixas cobrou a correta gestão financeira do FUNDEB, recurso essencial para a educação pública. Outra mensagem pediu transparência total no IPASVAL, instituto ligado à vida previdenciária e à segurança dos servidores.

A cobrança por valorização não se limita ao presente. O sindicato já havia denunciado perdas acumuladas nos planos de carreira e ausência de ganho real para os servidores, mesmo após anos de luta e de reposições salariais insuficientes.

TERCEIRIZAÇÃO, CONCURSADOS E FALTA DE DIÁLOGO AGRAVAM O CONFLITO

A terceirização apareceu como uma das faces mais perigosas do projeto de enfraquecimento do serviço público municipal. Quando a gestão substitui servidor efetivo por contrato precário, não está modernizando a máquina pública, está desmontando carreiras, retirando estabilidade do atendimento à população e abrindo caminho para serviços mais frágeis, menos transparentes e mais dependentes de interesses temporários. O próprio SINDSEPEM/VAL já alertou que as propostas do governo abrem brecha para terceirizações generalizadas, inclusive com extinção de funções como merendeira e servente, e que terceirizações e contratações temporárias também pressionam o IPASVAL, já que esses trabalhadores contribuem para o INSS, e não para o regime próprio dos servidores municipais.

A cobrança pela convocação e posse dos aprovados no último concurso público também deu o tom do protesto. Nas faixas, o recado foi direto, “Prefeito, convocação e posse dos concursados já, sem enrolação”. A reivindicação expõe uma contradição evidente, enquanto faltam servidores nas unidades e a população enfrenta serviços sobrecarregados, aprovados seguem aguardando nomeação. O sindicato já havia colocado o concurso público para todas as áreas entre as pautas prioritárias da categoria, justamente porque serviço público forte se faz com servidor efetivo, carreira estruturada e compromisso permanente com a população, não com improviso administrativo.

A falta de diálogo com o sindicato aprofunda o desgaste entre governo e categoria. O SINDSEPEM/VAL denunciou que projetos com impacto direto sobre direitos históricos foram enviados à Câmara em regime de urgência, sem debate real com os servidores e sem respeito às instâncias de negociação. Em outro ato, o sindicato registrou que não havia resposta oficial ou concreta do governo, mesmo após reunião com representante do Executivo. Quem governa ignorando a pauta da categoria não apenas desrespeita o servidor, também empurra a cidade para o conflito. Valorização não se resolve com propaganda, se resolve com mesa de negociação, transparência e compromisso público

QUEM CUIDA DA CIDADE MERECE RESPEITO

A participação do SINDSEPEM/VAL no desfile teve forte significado político. Ao ocupar o espaço público durante o aniversário da cidade, os servidores afirmaram que celebrar Valparaíso também é defender quem trabalha por ela.

O recado das ruas foi claro. O serviço público não pode ser tratado como despesa descartável. Servidores valorizados significam escolas funcionando melhor, unidades de saúde com mais estrutura, atendimento mais eficiente e políticas públicas mais fortes para a população.

O SINDSEPEM/VAL seguirá mobilizado em defesa dos direitos da categoria, da transparência na gestão pública e da valorização de todos os trabalhadores que sustentam, todos os dias, os serviços públicos de Valparaíso de Goiás.

Confira as imagens:

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