1º DE MAIO: O TRABALHADOR QUE SUSTENTA VALPARAÍSO PEDE RESPEITO

No Dia do Trabalhador, SINDSEPEM/VAL reforça a luta por respeito, carreira justa e serviço

Há datas que pedem festa. O 1º de Maio pede memória.

Memória de quem acorda cedo, enfrenta fila, calor, cobrança, falta de estrutura e, ainda assim, faz a cidade funcionar. Memória de quem limpa, ensina, cuida, atende, orienta, fiscaliza, organiza documentos, protege vidas, acompanha famílias, abre escolas, sustenta unidades de saúde e mantém de pé aquilo que muita gente só percebe quando falta.

Em Valparaíso de Goiás, o Dia do Trabalhador não pode ser tratado como uma homenagem vazia. Para servidoras, servidores e empregados públicos municipais, a data chega em meio a uma realidade concreta: ataques a direitos, insegurança funcional, disputa por pisos nacionais, cobrança por tabelas salariais, preocupação com progressões, previdência e condições de trabalho.

No ano passado, a crônica do 1º de Maio publicada pelo SINDSEPEM/VAL, clique aqui,  lembrava que a campanha salarial não era apenas sobre números. Era sobre respeito. O tema “Quem cuida desta cidade sou Eu!” traduzia uma verdade simples: Valparaíso funciona porque há trabalhadores públicos sustentando a cidade todos os dias.

Um ano depois, essa frase continua atual. Talvez ainda mais urgente.

A categoria acompanhou a tramitação dos Projetos de Lei nº 68 e nº 69 de 2025, denunciados pelo sindicato como propostas que afetavam direitos históricos, progressões, estrutura de carreira, remuneração e garantias do funcionalismo. O SINDSEPEM/VAL apontou falta de diálogo social, tramitação acelerada e risco de desestruturação das carreiras municipais.

Depois, vieram as Leis Complementares nº 135/2025 e nº 138/2025, rejeitadas pela categoria em assembleia. Segundo análise técnica do sindicato, essas normas representam risco de achatamento salarial, retirada de direitos e desorganização das carreiras públicas municipais.

Também em 2026, a luta pela data-base mostrou que a valorização do servidor não pode ser reduzida a um índice isolado. O projeto de RGA de 3,90% foi criticado pelo SINDSEPEM/VAL por não contemplar, segundo a entidade, os reajustes dos pisos nacionais do magistério e da saúde nem apresentar as tabelas salariais necessárias para dar transparência e segurança à aplicação do reajuste.

O que está em disputa, portanto, não é apenas o contracheque do mês. É o futuro da carreira. É a aposentadoria. É a possibilidade de o servidor crescer profissionalmente. É o direito de trabalhar com estabilidade, previsibilidade e dignidade. Em abril, umas série de lives promovida pelo SINDSEPEM/VAL, em parceria com a RGF Advocacia, voltou a alertar para os impactos da Lei Complementar nº 138/2025 sobre remuneração, progressões e estrutura das carreiras. Outra transmissão tratou dos reflexos da reforma sobre aposentadoria e IPASVAL.

O 1º de Maio, por isso, não é apenas uma pausa no calendário. É uma pergunta feita à cidade inteira: quem cuida de Valparaíso também está sendo cuidado?

Quando faltam Equipamentos de Proteção Individual, o problema não é apenas do agente que se expõe ao risco. É da saúde pública. Quando o piso nacional não é respeitado, o problema não é apenas do professor, do profissional da saúde ou da categoria diretamente atingida. É da valorização do serviço público. Quando progressões são dificultadas, a cidade diz ao trabalhador que sua experiência e sua qualificação valem menos. Quando a previdência é endurecida sem debate suficiente, o descanso depois de uma vida de trabalho se transforma em incerteza.

Nada disso fortalece Valparaíso.

Uma cidade forte precisa de servidores valorizados. Uma escola pública forte precisa de profissionais respeitados. Uma saúde pública eficiente precisa de trabalhadores protegidos. Uma administração transparente precisa ouvir quem executa as políticas públicas na ponta. O serviço público não é gasto inútil. É presença do Estado onde a população mais precisa.

Por isso, o 1º de Maio deve ser também um chamado à consciência coletiva. Nenhum direito se mantém sozinho. Nenhuma carreira se defende sem organização. Nenhuma mesa de negociação avança quando a categoria se cala.

O SINDSEPEM/VAL tem como missão representar e defender os interesses dos servidores públicos municipais e empregados de empresas públicas de Valparaíso de Goiás, buscando melhores condições de trabalho e de vida, além de uma gestão pública justa, eficiente e transparente. Essa missão se confirma na rua, nas assembleias, nas reuniões, nas ações jurídicas, nas lives, nos ofícios, nas mobilizações e no diálogo permanente com a base.

Neste Dia do Trabalhador, a mensagem precisa ser clara: servidor não é invisível. Servidor não é obstáculo. Servidor não é número em planilha. Servidor é gente. É trabalhador. É parte essencial da cidade.

A cada ataque, a resposta deve ser unidade. A cada retrocesso, organização. A cada tentativa de silenciamento, participação. O futuro da categoria não será decidido apenas nos gabinetes. Será decidido também pela presença de cada servidor na luta.

Valparaíso precisa reconhecer quem a mantém viva.

Neste 1º de Maio, o SINDSEPEM/VAL reafirma: quem cuida da cidade merece respeito, salário digno, carreira justa, previdência segura, condições de trabalho e voz nas decisões públicas.

Participe das assembleias. Acompanhe os comunicados oficiais. Converse com seus colegas. Fortaleça o sindicato.

Porque o trabalho que sustenta Valparaíso tem nome, tem rosto, tem história e tem direitos.

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