SERVIDORES PRESSIONAM NA CÂMARA E COBRAM REAJUSTE DOS PISOS DO MAGISTÉRIO E DA SAÚDE E TABELAS SALARIAIS NO PROJETO DA DATA-BASE

A base do SINDSEPEM/VAL acompanhou a sessão de quinta-feira, 5 de março, e realizou uma manifestação pacífica contra a ausência do reajuste dos pisos do magistério e da saúde e a falta das tabelas salariais no projeto da data-base enviado pelo Executivo.

A sessão da Câmara Municipal de Valparaíso de Goiás, realizada na quinta-feira, 5 de março de 2026, foi marcada pela presença ativa da base mobilizada do SINDSEPEM/VAL. Servidores municipais ocuparam o auditório da plenária para acompanhar a tramitação do projeto da data-base de 2026 e pressionar os vereadores diante de dois pontos considerados centrais pela categoria: a ausência do reajuste nos pisos do magistério e da saúde e a falta das tabelas salariais no texto encaminhado pela Prefeitura.

A mobilização ocorreu de forma pacífica, mas firme. Com palavras de ordem, manifestações no plenário e presença organizada da base, o funcionalismo transformou a sessão em um espaço de cobrança pública contra o que o sindicato aponta como descaso da Prefeitura com os servidores.

Servidores ocupam plenário da Câmara de Valparaíso e cobram tabelas salariais e reajuste nos pisos do magistério e da saúde durante mobilização do SINDSEPEM/VAL. Foto: Ricardo Bastos

O ato de 5 de março já havia sido convocado oficialmente pelo SINDSEPEM/VAL em edital publicado no site da entidade. No documento, o sindicato alertou que o projeto da data-base havia sido enviado à Câmara, mas permanecia a omissão do prefeito em relação ao reajuste nos pisos do magistério e da saúde, além da ausência das tabelas salariais em anexo ao projeto.

Antes da sessão, o sindicato também buscou o Executivo. Em reunião realizada em 3 de março, leia a notícia, a direção do SINDSEPEM/VAL cobrou providências sobre o reajuste nos pisos do magistério e da saúde, EPIs, progressões, data-base, auxílio-alimentação e previdência. Mesmo com a expectativa de resposta da Prefeitura, a mobilização foi mantida, reforçando que negociação e pressão pública caminham juntas na defesa dos direitos da categoria.

Presidenta do SINDSEPEM/VAL dialoga com o secretário de Governo, Francisco Medeiros, durante mobilização dos servidores na Câmara. Foto: Ricardo Bastos

O centro da tensão está no conteúdo do projeto. Conforme publicações, a proposta enviada pelo Executivo prevê RGA de 3,90%, mas não contempla o reajuste nos pisos do magistério e da saúde e não veio acompanhada das tabelas salariais, elemento considerado essencial para garantir transparência e segurança na aplicação do reajuste.

A presença expressiva dos servidores no auditório da Câmara deu materialidade a esse recado. Ao longo da sessão, a base acompanhou de perto o debate legislativo e reforçou que não aceitará que um projeto com lacunas tão graves avance sem contestação.

O peso político do ato foi ampliado pelo contexto da própria sessão. No mesmo dia, a Câmara recebeu autoridades como o vice-governador Daniel Vilela, além de outras lideranças políticas e do prefeito Marcus Vinicius, em agenda institucional divulgada pelo Legislativo municipal. Esse cenário ampliou a visibilidade da manifestação e reforçou o alcance político da presença da base organizada.

Dirigente do SINDSEPEM/VAL cobra anexação das tabelas salariais ao projeto da data-base durante sessão na Câmara; ao fundo, o prefeito Marcus Vinicius. Foto: Ricardo Bastos

Durante a sessão, a manifestação dos servidores ganhou ainda mais força diante da presença dessas autoridades. Houve reconhecimento da legitimidade da mobilização e da representatividade do sindicato, o que deu à manifestação um significado que vai além do protesto pontual. O ato mostrou que o SINDSEPEM/VAL organiza a base, ocupa os espaços de decisão e sustenta publicamente a defesa dos direitos dos servidores municipais.

O que está em jogo, na avaliação do sindicato, não é apenas um índice de revisão geral anual. O debate envolve o cumprimento da Lei Federal do reajuste nos pisos do magistério e da saúde, a necessidade de tabelas salariais claras e a proteção da remuneração dos servidores diante de medidas que, segundo a entidade, acumulam perdas e ampliam a insegurança funcional.

Dirigente do SINDSEPEM/VAL exibe cartaz contra retrocessos enquanto o vice-governador discursa durante sessão na Câmara de Valparaíso. Foto: Ricardo Bastos

Após a mobilização de quinta-feira, o SINDSEPEM/VAL publicou um novo Edital de Convocação nº 004/2026, chamando a categoria para ATO PÚBLICO COM PARALISAÇÃO no dia 10 de março de 2026, terça-feira, às 8 horas, em frente à Câmara Municipal. O edital reafirma que a luta continua e repete a denúncia sobre a ausência do reajuste nos pisos do magistério e da saúde e a falta das tabelas salariais no projeto em tramitação.

Base do SINDSEPEM/VAL se reúne em frente à Câmara após sessão para avaliar mobilização e organizar próximos passos da luta. Foto: Ricardo Bastos

A sessão de quinta-feira, portanto, deixou um recado político claro. A base está atenta, mobilizada e disposta a pressionar. O sindicato quer que o Executivo corrija o projeto e assuma sua responsabilidade com o cumprimento do reajuste nos pisos do magistério e da saúde, além da apresentação das tabelas salariais. E quer que a Câmara saiba que a categoria está acompanhando cada passo da tramitação.

Para o SINDSEPEM/VAL, a luta segue. A mobilização na Câmara mostrou que servidor informado e organizado muda o ambiente político, impõe debate público e dificulta que decisões que afetam a vida funcional passem em silêncio.

 

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