BASE PRESSIONA NA CÂMARA, PROJETO É APROVADO EM SEGUNDA VOTAÇÃO E CATEGORIA DECIDE ESCALONAR A LUTA

Ato público com paralisação reuniu servidoras e servidores nesta quinta-feira, 12 de março, contra omissões da Prefeitura sobre os pisos nacionais, ausência de tabelas salariais e retrocessos que reduzem vencimentos

A base do SINDSEPEM/VAL voltou a ocupar a Câmara Municipal de Valparaíso de Goiás nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, durante a 84ª Sessão Ordinária, em mais um ato público com paralisação convocado pelo sindicato. A mobilização foi organizada a partir do Edital de Convocação nº 005/2026, publicado após a primeira votação do projeto da data-base, ocorrida no dia 10, e teve como objetivo pressionar o Legislativo e denunciar os impactos diretos da proposta sobre a vida funcional e financeira da categoria.

A pauta do ato foi objetiva e urgente. Embora o projeto da data-base de 2026 tenha avançado na Câmara, permaneceu a omissão do prefeito em relação aos pisos nacionais, além da ausência das tabelas salariais anexadas ao projeto. Para o sindicato, esse vazio não é detalhe técnico. É parte de um conjunto de medidas que vem comprometendo a remuneração dos servidores.

O alerta da categoria é claro. Com a implantação das novas leis que alteraram as carreiras, a omissão dos pisos nacionais, as VPNIs, o corte e o congelamento dos anuênios, além de outros retrocessos, o resultado é uma crescente redução salarial. Em outras palavras, o que está em curso afeta diretamente o bolso das servidoras e dos servidores.

Foi com essa denúncia e essa cobrança que a base compareceu à Câmara nesta quinta-feira. Mesmo com a resença dos servidores e com a pressão exercida no plenário, o projeto entrou em segunda votação e foi aprovado.

Durante a sessão, alguns vereadores tentaram justificar seus votos diante da comunidade presente. Houve quem falasse em “lei de responsabilidade”, “bem maior”, “coração dividido”, “sentir na pele”, “entendo a frustração”, “cenário econômico” e até “ato de proteção ao servidor”. Mas o resultado concreto foi outro. A aprovação manteve prejuízos reais para uma categoria já atingida por perdas acumuladas e por decisões que enfraquecem direitos históricos.

Reajuste do piso é lei federal e tem de ser cumprido. Não se trata de favor político, nem de margem de escolha do governo. É obrigação legal. E quando essa obrigação não é cumprida, quem paga a conta é o servidor público, justamente quem sustenta na prática o funcionamento das políticas públicas no município.

Após a sessão, os servidores se reuniram do lado de fora do plenário. No encontro, ficou definido que a categoria vai escalonar as mobilizações e os atos com paralisação, além de avançar em outras medidas jurídicas contra ações do atual governo, apontadas pela base como parte de um processo continuado de desrespeito aos direitos da categoria.

A mensagem que saiu da Câmara nesta quinta-feira foi direta. O projeto foi aprovado, mas a luta não acabou. Ao contrário, entrou em uma nova etapa. Mais organizada, mais firme e mais consciente de que nenhum direito será preservado sem mobilização.

Contra tudo isso, estamos convocando um ATO PÚBLICO, a se realizar conforme segue:

DATA: 12 de março de 2026 (quinta-feira)
CONCENTRAÇÃO: às 8 horas
LOCAL: Em frente à Câmara Municipal.

A LUTA CONTINUA.

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